Moacyr Silva E Seu Conjunto – Sax Sensacional Nº 2 (1961)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Ontem eu fiquei de possivelmente postar aqui mais um compacto. Acabei não o fazendo. Mas hoje, logo cedo, repostei a coletânea exclusiva TM de alguns compactos do Wilson Simonal. Pelo menos dá para compensar um pouco…
Para hoje eu estou trazendo mais um discaço do Moacyr Silva. Na sequência, aqui vai o “Sax Sensacional!” número 2, lançado pela Copacabana em 1961. Mais um belíssimo trabalho deste que foi um dos maiores saxofonistas brasileiros (para não dizer do mundo!). Eu já havia postado aqui o primeiro volume, desta série de cinco, que ele veio lançando nos anos 60, assim como alguns outros álbuns anteriores. Quem sabe a gente chega ainda à outros volumes? Vamos ver…
Neste Nº 2 Moacyr vem acompanhado pelo mesmo conjunto, formado por Chaim Levack no piano, Jorge Marinho no contrabaixo, Paulo Fernando de Magalhães (o Paulinho) na bateria, Rubens Bassini e Geraldo Barbosa na percussão. O repertório segue a mesma linha do primeiro, sambas e alguns clássicos da música popular americana. Um excelente lp que merece ser mais ouvido 😉 Confiram…

não foi a saudade
april in paris
teus encantos
speak low
nossos momentos
bill (from “show boat”)
hey there
o menino desce o morro
laura
vem hoje
silk stockings
sincopado triste

Os Guaranis (1964)

Boa noite amigos cultos e ocultos! Hoje eu trago para vocês um disquinho dos mais interessantes e raros. Totalmente esquecido, até mesmo em sites especializados em música popular brasileira. Não há nenhuma referência na rede a respeito deste trio vocal, chamado Os Guaranis.
Seguindo a linha do Trio Irakitan, este grupo surgiu no início dos anos 50, na Rádio Iracema, de Fortaleza. Chamavam-se “Trio Guarni”. Nesta década fizeram muito sucesso, sendo considerado o melhor conjunto vocal do Ceará. A partir de 1957 eles saíram em excursão, tanto por outras cidades do norte e nordeste, como também por vários países da América Latina e Estados Unidos. Em 1963, já de volta ao Brasil, o trio se apresenta no programa de tv da Hebe Camargo com o nome definido de “Os Guaranis”. Produzidos por Nazareno de Brito, eles gravam então este álbum, com um repertório que vai do samba ao rock italiano, entre outros estilos muito em voga naquela época. Até onde eu sei, Os Guaranis só gravaram este lp e um compacto, também pela Copacabana. Me parece também que eles acompanharam a Angela Maria e até gravaram com ela. Confiram aqui este albinho bacana 😉

baile do tijolo (il ballo del mattone)
não sou ninguém (uno dei tanti)
tô me gamando (pelelé)
jacarandosa
balada de quem volta
sabor a mim
os ciganos (les gitans)
triangulo
sonho louco
sabe deus
este amor
vingança

Oliveira E Seus Black Boys Em Novas Travessuras Musicais (1962)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Hoje, sábado, seria um dia dedicado à coletânea, mas foi tanta confusão neste fim de semana, que eu acabei mesmo esquecendo. Não deu nem tempo de preparar uma seleção interessante, com direito a capinha e tudo mais. Daí, hoje ficamos sem coletânea, ok?
Em compensação, estou trazendo aqui um disco bacana, bem apropriado para um sábado. Trata-se de “Oliveira e Seus Black Boys”, em novas travessuras musicais. Bem sugestivo, vocês não acham? Pois é, foi um conjunto singular e dos mais agradáveis, surgido no início dos anos 60. Liderado pelo saxofonista Antonio Oliveira de Souza, o grupo foi formado em 1961 exclusivamente com músicos negros e de alta qualidade. Se não estou enganado, Dom Salvador também fez parte dos “Black Boys”.
Neste álbum, o segundo, creio eu, temos a participação da cantora Mariá, que dá um tempero todo especial. Sua voz e seu estilo caí como uma luva no instrumental dos rapazes. O repertório é delicioso, explorando os ritmos quentes do samba, cha cha cha, twist, bolero e fox… Música para festa e para dança. Recomendadíssimo para um sábado a noite. Não deixem de conferir…

liberdade demais
moeda quebrada
deixa a nega gingar
dang dang
pedro twist
ten lonely weekends
pizzicati pizziacato
souvenir de amor
teu nome é ninguém
água com areia
samba brasileiro
que sabe você de mim
bongô no cha cha cha
amor em cha cha cha
adelante
chorando chorando
e a vida continua
mudemos de assunto

Waldir Calmon E Sua Orquestra – Ritmos Do Caribe (1958)

Boa noite! Hoje meu dia foi lotadíssimo. Cheguei cansado, mas neste instante, ao abrir ‘a casa’, fiquei muito surpreso e feliz com tantos e-mails, mensagens e comentários. Ainda não tive tempo de ler todos, mas prometo respondê-los, senão, já o faço agora num simples, mas verdadeiro, muito obrigado. Ainda pelos próximos dias estarei repetido os meus agradecimentos e no dia 30 a gente sopra as quatro velas e come o bolo, de chocolate que é o mais gostoso :p~
Na semana de aniversário eu começo trazendo mais um disco do Waldir Calmon. Como todos já devem ter percebido eu gosto muito desse grande músico, que eu aprendi a gostar da época em que nos cinemas, antes do filme principal a gente assistia maravilhado as notícias esportivas no Canal 100. Tinha aquela música, “Na cadência do samba”, interpretada por Waldir Calmon e Sua Orquestra, que virou um clássico, sendo também conhecida como “Que bonito é”. Por sinal, o disco com esta música também já foi postado aqui no Toque Musical. 
Para a nossa segunda feira ficar quente, aqui vai um Waldir Calmon e sua orquestra, desfilando doze temas latinos, afrocubanos, ritmos do Caribe. Delícia este lp, tanto no seu conteúdo musical, como também na belíssima capa. Uma festa de ritmos que se apresenta a cada faixa. Tem calypso, bolero, mambo e cha-cha-cha e outras… Músicas para dançar, sozinho ou a dois. Para ouvir, agora ou depois (vixii…, até rimei!). Realmente, são temas clássicos que nos conhecemos, mesmo quando nem sabemos os seus nomes. Músicas que estão constantemente chegando aos nossos ouvidos, através do rádio, do cinema, da televisão e do nosso blog Toque Musical. E não é de hoje! Vamos conferir?
macarena
myna
calypso
el baile del pinguino
the banana boat song
concerto d’autunno
no me platiques
calculadora
el reloj
fantasia em mambo
harlem noturno
matilda, matilda

Moacyr Silva – Interpreta Cole Porter (1962)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos. Hoje o domingo é especial, dia de amar, Dia dos Namorados. Quem tem o seu, nessa altura, deve estar agarradinho, passeando na praça de mãos dadas ou mais ainda, tentando achar uma vaga num motel (se já não estiverem por lá). Claro que amor não é só sexo e necessariamente não precisamos do motel e nem do ato em si para comemorar a data. Mas essas são situações comuns nesse dia. Em todo o canto que se olhe há sempre um casal celebrando o seu amor. Bacana, que viva o amor!
Foi pensando no Dia dos Namorados que eu reservei este álbum maravilhoso, caído em minhas mão por acaso. Na verdade ele é uma encomenda para o blog “A Música Que Vem De Minas“, que generosamente me permitiu postá-lo em primeira mão aqui para vocês. Obviamente, vocês o verão por lá também e com certeza em muitos outros blogs musicais. Afinal é um disco que merece ser bem compartilhado.
Temos então o grande sax tenor Moacyr Silva interpretando um dos maiores compositores americanos, outro grande, Cole Porter. A primeira vez que ouvi este disco, não pensei que fosse um álbum nacional. Estava certo de que aquele sax era do Ben Webster, outro grande saxofonista (americano). Foi preciso ouvir direito e mais e mesmo assim só me dei conta de quem era depois de ver a capa do disco. Claro, era o nosso Moacyr Silva e cá pra nós, sem querer comparar e já comparando, bem melhor que o americano, pelo menos para mim. Digo isso, mas não quero entrar no mérito da questão e nem criar polêmica. Na verdade são músicos bem diferentes. Ou por outra, o Moacyr está mais perto de ser o Ben do que este ser o Moacy, dá pra entender? Quanto ao disco, é só elogio. Foi lançado em 1962, pela Copacabana, tendo como motivo a celebração dos 60 anos do compositor. Estão reunidas aqui algumas de suas mais famosas composições, músicas que marcaram uma época e se tornaram clássicos da música popular internacional.
Realmente um belo disco para se ouvir, principalmente amando… 😉

it’s all right whit me
easy to love
begin the beguine
i’ve got you under my skin
love for sale
night and day
i love you
just one those things
in the still of the night
i love paris
what is this called love

Benito Di Paula – Um Novo Samba (1974)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos. Com a chegada do inverno é comum a gente pegar um resfriadozinho básico. Eu que me gabava de há muito tempo não ficar resfriado, estou hoje entrando naquele estado gripal, com o nariz escorrendo e uma vontade danada de fazer coisa nenhuma. Desânimo total. Quero uma cama e uma bebida quente para afastar o mal estar. Se tem uma coisa que me deixa irritado é ficar gripado. Tô me segurando para não piorar. Odeio isso…
Nessa minha situação, hoje, fui obrigado a recorrer aos ‘discos de gaveta’, aqueles que já estão prontos, na reserva para momentos de emergência. Vamos hoje com o Benito Di Paula em seu álbum “Um novo samba”, um dos primeiros lps de sua carreira e talvez o que fez mais sucesso. Nele encontramos duas músicas de destaque, “Retalhos de cetim” e “Se não for amor”.
Desculpem, mas hoje eu tô mal. Vou tomar um analgésico e dar uma deitada. Ficar gripado é uma merda!

se não for amor
samba do profeta
fui sambando, fui chegando
quando tudo mudar
certeza de você voltar
que beleza
sandália de couro
depois do amor
agradecimento
ela veio do lado de lá
retalhos de cetim
violão não se empresta a ninguém

Benedito Costa – Um Cavaquinho No Sertão (1982)

Muito bom dia, amigos cultos e ocultos! Inicialmente eu gostaria de informar que as solicitações para novos links  estão sendo feitas na medida do possível. Prometo que atenderei a todos, no mais tardar, até o fim de semana, ok? Meu tempo é, ó… curtinho… (mas não largo o osso)
Depois do disquinho de ontem, ‘música sertaneja vestidinha para ir à cidade’, me deu uma vontade danada de postar mais um no gênero. Escolhi então “Um cavaquinho no sertão”, disco do instrumentista Benedito Costa, produzido pela Discos Marcus Pereira para a gravadora Copacabana, em 1982. Pela segunda vez temos aqui um disco desse mestre do cavaquinho. Como já foi dito, este músico, embora pouco citado, foi um dos grandes nomes do Choro. Maestro, compositor, arranjador e produtor paulista, da região de Ribeirão Preto, Benedito Costa tocou ao lado dos maiores chorões, participando de diversos discos e apresentações ao vivo e em rádios. Virtuoso do instrumento, foi ele quem criou o cavaquinho de cinco cordas.
Neste álbum Benedito toca em seu cavaquinho uma série de temas sertanejos entre composições próprias e algumas outras que já se tornaram clássicos da música caipira, como “Fuscão preto”, “Estrada da vida” e “Moreninha linda”. Não deixem de conferir…

cavaquinho fronteriço
na base do arrasta pé
fandaguinho chonado
o sorriso do bebê
fuscão preto
saudade
rancherinha para eliana
moreninha linda
por você meu sentimento
não vá embora
estrada da vida
o fole do zé

Jair Amorin – Tudo De Mim – Poemas E Canções (1963)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Está ficando cada vez mais difícil, para mim, encontrar tempo para me dedicar ao blog. Além de uma hora ou duas digitalizando discos, preciso de pelo menos mais uns 15 minutos para finalizar e publicar a postagem. Parece fácil, mas tem dia que o bicho pega por aqui. Daí, nem sempre as postagens saem como eu queria.. Enfim, são os altos e baixos de qualquer atividade, vocês entendem, não é mesmo? 🙂
Vamos hoje com as composições de Jair Amorim, interpretadas por dez grandes cantores do ‘cast’ da gravadora Copacapaba no início dos anos 60. Segundo contam, este álbum foi uma homenagem da gravadora ao compositor. Lançado em 1963, “Tudo de mim” reúne doze composições de sucesso de Jair e seu mais frequente parceiro, Evaldo Gouveia. Cabem também no lp três faixas de sucesso: “Se eu pudesse”, parceria com José Maria de Abreu e interpretada por Elizete Cardoso; “Conceição”, parceria com Dunga, grande sucesso de Cauby Peixoto, aqui na voz de Dolores Duran e “Quando o amor chegar”, feita por ele e Altamiro Carrilho, interpretada pela cantora Silvana. De quebra ainda temos “Noturno de Ouro Preto”, cantada por Agnaldo Rayol, letra e  música de Jair.
Este álbum foi relançado no início dos anos 80 pelo selo Beverly. Acredito que a capa seja a mesma do lançamento original. A contracapa é exemplar, vem com uma ficha técnica bem completa. Se todos os discos fossem assim, que maravilha postar!

serenata da chuva – roberto silva
cantiga de quem está só – marisa
ninguém chora por mim – moacir franco
ave maria dos namorados – eleonora diva
noturno de ouro preto – agnaldo rayol
maldito – morgana
tudo de mim – moacir franco
se eu pudesse – elizete cardoso
e a vida continua – agnaldo rayol
concieção – dolores duran
alguém me disse – maria silva
quando o amor chegar – silvana

Trio Marabá – Trio Marabá e Conjunto (1955)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Não preciso nem ficar dizendo o quanto o meu tempo é curto, todos já sabem. Na medida do possível, novos toques para velhas postagens estão sendo refeitos. Por favor, tenham paciência. Estou atendendo dentro da ordem de chegada, ok? A prioridade é sempre da postagem do dia, por isso é bom que os amigos se mantenham antenados. Como seguidores do blog vocês não perderão nada. Quem segue sabe 😉

Hoje eu trago um disquinho bem raro, lançado lá pelo ano de 1955. Nessa época eu ainda morava em pelotas (como já dizia um amigo meu). Temos aqui o Trio Marabá, um grupo vocal que fez fama nos anos 50. Hoje, no lugar mais certo de encontrar, a Internet, só temos ofertas, vendas dos velhos discos de algum sebo. Informação, que é bom, ficou limitada ao tópico de referência do Dicionário Cravo Albin, que por sinal é também escasso em seu conteúdo sobre o grupo. O curioso é que qualquer outra referência ao Trio, em outros sites são apenas adaptação do Cravo Albin (quando não, cópias descaradas e sem créditos). Nessa hora, para nos salvar, só mesmo os comentários generosos do nosso amigo Samuel 🙂
O Trio Marabá era formado por Pancho, Panchito e Carmen Duran. Os dois primeiros eram também compositores. Eles gravaram mais de uma dezena de discos, bolachas de 78 rpm. Na versão 33 rpm, só conheço dois discos, um deles é este que apresento a vocês. Acredito, inclusive, que sejam as mesmas gravações dos discos lançados anteriormente. Temos aqui oito temas, entre composições bem conhecidas, nacionais e internacionais. A única faixa autoral é “Ribeira”, de autoria de Pancho e Panchito.
Tentei recompor a capa original, mas me faltaram as fontes que foram usadas na impressão. Procurei então algo bem aproximado. Podem ter certeza de que não ficou muito diferente desta. A capa original vem numa edição de luxo, traz um forro em papel aveludado preto, recortado com uma barra decorativa emoldurando a fotografia do Trio Marabá. Infelizmente o disco que eu tive acesso para esta postagem não se encontrava (de todo) nessas condições. Mas nada como a tecnologia digital, que pelo menos ameniza a situação. Confiram… raridade pura!

mulher rendeira
ribeira
nem eu
sombras entre nós
risque
vivamos amor
ninguém me ama
noites do paraguai

José Luciano – Seu Piano E Seu Ritmo (1957)

Faça chuva ou faça sol, lá vou eu (na rima) com um novo toque musical. Sem muitas delongas, tenho para hoje o pianista José Luciano Studart. Um nome, talvez, pouco conhecido ou lembrado para a maioria dos mortais. Vindo do Ceará, de uma tradicional família de Fortaleza, iniciou seus estudos de piano ainda na infância. Na adolescência, veio morar no Rio de Janeiro, onde se encontrou totalmente com a música. Tocou no rádio, na televisão, em clubes e boates. Acompanhou os mais diversos artistas da nossa música. Seu piano está presente em muitos discos famosos. Gravou este que foi o seu primeiro lp, pela Copacabana, em 1957. Um disco bem sortido, com samba, fox, beguine e outros ritmos, dançantes, ou não.

Escolhi este lp muito por conta da postagem anterior, vi que havia nele o samba “Pois é” de Ataulfo Alves. Estão vendo? Uma coisa leva a outra. Acabei também na curiosidade e na dúvida. Há uma música, a primeira do lado B, de autoria de José Luciano e Mário Flávio, o samba “Brasilia”. Pelo título, imaginei que o disco tivesse sido lançado em 1960 ou 61, uma referência à nova capital federal. Mas só que o disco é de 1957. De onde será que veio ou qual foi a razão desse título? Deixo essas considerações para os amigos cultos e ocultos.

 
 
tarde demais
conceição
love is a many splendore thing
pois é
crepúsculo de amor
teus olhos entendem os meus
brasília
amar outra vez
quitandinha
so in love
canção da volta
dancing in the dark
do-ré-mi
sinfonia verde amarelo

 

 
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Mariza – A Suave Mariza (1959)

Olá amigos cultos e ocultos! Pelo andar da carruagem, acho que a semana vai ficar por conta das mulheres. Teremos uma semana bem feminina, o que vocês acham?
Seguimos com a cantora Mariza, com ‘S’ ou com ‘Z’, não importa. Este foi seu disco de estréia, lançado pela Copacabana em 1959. Vemos ela aqui na capa, agarrada ao angorá, com certeza foi daí que nasceu o apelido de ‘gata mansa’, que em muitos discos ela adotou. Neste seu primeiro álbum temos um repertório que a cantora pode escolher a dedo. Não foi por acaso que ela gravou neste lp quatro músicas de Dolores Duran, sua grande amiga. Também não foi no acaso que as músicas selecionadas são de compositores da sua geração, do surgimento da bossa, do que era moderno na época. Sem dúvida, um belíssimo trabalho, com participações de músicos de primeira linha, os quais eu omito na apresentação, mas que a cantora fez questão de listar, deixando inclusive a seguinte nota juntamente com a relação de músicos participantes: … aconselho aos músicos procurarem sempre os cronistas que comumente escrevem para contracapas de ‘long-playings’ e solicitarem aos mesmos para que não esqueçam da inclusão de seus nomes, pois isto muito contribuirá para uma futura história da nossa música popular…
É isso aí, está certíssimo. Eu, inclusive, deveria ter adotado essa informação também nas minhas postagens, como fazem alguns outros blogs. Mas agora ‘o bicho’ Toque Musical já está formatado e além do mais, o que falta na apresentação tem de sobra na distribuição. Procuro pelo menos apresentar o arquivo completo, com capa, contracapa e selo. Gosto de deixar ‘espaços’ para uma possível interação, complementos e participações dos amigos cultos e ocultos. O que eu proponho aqui é apenas um toque musical… 😉

nana meu nenem
a noite do meu bem
você não sabe amar
tempo ao tempo
amar em segredo
se eu tiver
olhe o tempo passando
deixe que ela se vá
favela
barquinho de papel
se houver você

Armando Do Solovox E Seu Conjunto – Armando E Seu Solovox Maravilhoso (1964)

Ontem, ao começar a preparar este disco para a postagem de hoje, fui procurar na rede outras informações, além do texto da contracapa. Vasculhei por todos os sites possíveis e de todas as maneiras. Não consegui muita coisa, nem o ano de lançamento do lp. Armando, o “Rei do Solovox” é hoje um ilustre desconhecido. Ele foi um instrumentista/tecladista que fez um relativo sucesso no final dos anos 50 e durante os 60, tocando em diversas casas noturnas do Rio de Janeiro e São Paulo. Seu diferencial era o Solovox, um pequeno teclado eletrônico de 03 oitavas, o qual ele tocava juntamente com o piano. O tal tecladinho fazia sucesso pela sua singularidade sonora. Muitos foram os artistas que o usaram, caracterizado-o como um instrumento de época. Pelo pouco que sei, Armando (de Souza Lima) gravou outros discos antes e depois deste. Consta na contracapa que este seria um álbum de retorno após alguns anos afastado das gravações. Suponho, pelo repertório principalmente, que este disco tenha sido lançado no início dos anos 60. São músicas, em sua maioria internacionais, bem ao clima do Solovox. Apenas três faixas são nacionais, sendo duas composições próprias e a outra, “Samba do ba-da-tu-blim de Pepe e José Bezerra. Tocam com Armando o conjunto formado por Vivaldo Medeiros na guitarra, Otello Zuccolo no acordeon, Gugú no contrabaixo, Bôto na bateria e Rochinha na parte rítmica.
Numa próxima oportunidade postarei outros discos dele, da fase final como Armando’s Trio. Há algum tempo atrás recebi como colaboração, através de um dos nossos visitantes, o disco “Som de Boate”, gravado em 69. Vou procurar e se vocês gostarem, ele volta, ok? Divirtam-se…

wabash blues
aurélia
it might as well be spring
i’ll close my eyes
don’t blame me
il nostro concerto
rio
ti guarderò nel cuore
love is a many splendored thing
samba do ba-da-tu-blim
halem noturno
roberta

Festival Do Rio – As Dez Mais Lindas Canções De Amor (1960)

Olá a todos! Minha postagem de hoje é uma homenagem à cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Festejando seus 444 anos, a Cidade Maravilhosa continua linda e a cada dia mais jovem. Parabenizo a cidade e a todos os seus felizardos habitantes! Salve o Rio!
A primeira vez que fui ao Rio levei um ‘tapa’ de deslumbramento. Fiquei encantado com sua geografia, suas praias, arquitetura e todo esse jeito malandro (no melhor dos bons sentidos) do carioca. O Rio é demais. Não fosse hoje o grau da violência uma coisa tão visível, era lá uma das cidades que eu gostaria de viver. Salve o Rio!
Para comemorar, temos aqui o “Festival do Rio”, álbum lançado pelo selo Copacabana em1960. Nele encontramos, conforme o subtítulo, “As dez mais lindas canções de amor”. São composições românticas de autores consagrados como Lamartine Babo, Ary Barroso, Dolores Duran e outros. Para este repertório foram convocados dez intérpretes, cantores não apenas da Copacabana, mas também da Continental, RGE e Sideral. As orquestrações e regência ficam a cargo dos maestros Pachequinho e Guaraná, além do côro de Joab Teixeira e participação da Orquestra Copacabana.

poema do adeus – miltinho
ternura antiga – luciene franco
será tarde – ernani filho
procura sonhar comigo esta noite – carlos josé
eu não tenho para onde ir – agnaldo rayol
ressurreição dos velhos carnavais – roberto silva
seu amor, você – lenita bruno
canção em tom maior – ted moreno
afinal, chegaste – zezé gonzaga
o céu virá depois – jorge goulart

Moacyr Silva E Francineth – Convite À Música Nº 3 (1963)

Eu esperava que este disco já tivesse sido postado por algum blog, em especial o Loronix, que tem um farto material do Moacyr Silva. Mas me parece que este ainda não entrou por lá. Assim, preenchendo a lacuna, faço-o com prazer, pois falou que é disco do Moacyr, pode conferir que é coisa boa. Moacyr Silva, para os que não sabem, foi um dos grandes saxofonistas das décadas de 50 e 60. Também atuou com o pseudônimo de Bob Fleming em alguns álbuns. Se tivesse nascido nos Estados Unidos, com certeza seria lembrado como um grande instrumentista. Francineth é outra figura apagada na memória da música brasileira. Pouco se sabe sobre ela, pelo menos eu não achei muita coisa. Mas ao ouvi-la cantar vocês perceberão a qualidade da moça. Por onde andará Francineth, quem fim levou? Essas são algumas das perguntas que faremos ao ouvir sua voz. Muito boa…
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eu vou chorar
sangue quente
já passou
la puerta
e a noite chegou
sabadim
balonadas
amor em video tape
time on my hands
eu sei
garota de ipanema
meu mundo é você

5 Estrelas Interpretam Bossa Nova (1963)


Este disco, lançado em 1963, traz cinco das mais famosas cantoras do cash da gravadora Continental. Elizeth Cardoso, Carminha Mascarenhas, Lucienne Franco, Marisa (Gata Mansa) e Morgana. O álbum reúne, numa copilação de bossa nova, faixas escolhidas dos discos dessas cantoras. Bacaninha, vale o toque.

01 – ELIZETH CARDOSO – Menino Travesso (Moacir Santos / Vinicius de Moraes)
02 – MARISA – Chora Tua Tristeza (Oscar Castro Neves / Luvercy Fiorini)
03 – CARMINHA MASCARENHAS – Ciúme Teu Ma (Walter / Joluz)
04 – MORGANA – A Flor (Vera Brasil / De Rosa)
05 – LUCIENNE FRANCO – Da Rosa Que Nasceu Nosso Amor (Baden Powell / Heloísa Setta)
06 – MARISA GATA MANSA – Céu e Mar (Johnny Alf)
07 – LUCIENNE FRANCO – Imenso Amor (Luis Bonfá / Maria Helena Toledo)
08 – MORGANA – Cravo Vermelho (Pernambuco / Sergio Malta)
09 – CARMINHA MASCARENHAS – Nós e o Mar (Roberto Menescal / Ronaldo Bôscoli)
10 – ELIZETH CARDOSO – Seu Olhar (Laís Antunes)

Arnaud Rodrigues – Sound & Pyla ou Homenagem Do A ao Z (1970)


Eu tenho as vezes a impressão de que certos casamentos (ou parcerias) acabam implicando um dos parceiros. O mais forte acaba moldando o mais fraco. Um sempre fica na sombra do outro. Sinto algo parecido na relação do Arnaud Rodrigues com o Chico Anisio. O talento musical do Arnaud acabou ofuscado pelo humor e de uma certa forma pela dupla com o Chico.
Para quem não sabe, os dois formavam a caricata dupla “Baiano e Os Novos Caetanos”. Inicialmente tudo não passava de mais um quadro no programa de humor do Chico. Acabaram virando disco que também foi sucesso. O fato é que esse artista foi mais um que deixou pérolas esquecidas no mundo da MPB. Quantos ainda se lembram desse disco? Acho que vai ser mais fácil lembrar das última piadas que ele contou nA Praça é Nossa. Vale conferir… (quem vê cara, não vê conteúdo)

*esta postagem foi reeditada aqui em outro momento (texto completo)